sábado, 20 de janeiro de 2007

Quem sou...


Hoje, que seja esta ou aquela, pouco me importa,

quero apenas parecer bela, pois, seja qual for, estou morta.
Já fui loura, já fui morena, já fui Mariana e Beatriz
já fui Maria e Madalena só não pude ser como quis.
Que mal fez, essa cor fingida, do meu cabelo e do meu rosto
se é tudo tinta: o mundo, a vida, o contentamento, o desgosto?
Por fora, serei como queira, a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira ao nada, não me importa quando
Mas quem viu, tão dilacerados, olhos, braços, e sonhos seus,
e morreu pelos seu pecados falará com Deus.
Falará, coberta de luzes, de alto penteado ao rubro artelho,
porque uns expiram sobre cruzes, outros, buscando-se no espelho.

(de Cecilia Meireles???)

4 + 5 comentários para parecerem muitos:

Anónimo disse...

Mas que raio de mania de ramicóques, porque não se dizem as coisas clara e básicamente?
Coliveiral

Lilith disse...

COLIVEIRAL: Tu és sempre a mesma! Mas quais ramicóques mulher??? Eu coloquei aqui o poema porque achei giro, não tinha mais nada a dizer e pronto! Beijo e gostei da visita madrinha desnaturada!

Anónimo disse...

Eu sei que aquela lenga-lenga não é da tua lavra, apesar de tu tb teres queda pós ramicóques, tu sua pindérica! :)
Coliveiral

Arion disse...

Eu cá gosto de ramicóques! Continua!