quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Porque nunca entendi o racismo

Canção das mulheres

Achei muito giro este "poema" à mulher! Para todas as mulheres e para os homens também.

“Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes. 
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dói a ideia da perda, e ouse ficar comigo um pouco – em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.

Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo: “Olha que estou
tendo muita paciência com você!”
Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingénua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!”
Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Pôxa, mais um?”
Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro – filho, amigo, amante, marido – não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.”

Marina Almeida

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

INVERSÃO DE VALORES - CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE (ASSUNTO VERÍDICO).

*Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um telejornal da RTP1:
 
De mãe para mãe...

Cara Senhora, vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc... 
 
Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.
Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusive aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família. 
 
Se você ainda não percebeu, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a família. 
 
No próximo domingo, enquanto você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores... 
 
Ah! Já me ia esquecia: Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas "Entidades" que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto ou indicar-me quais "os meus direitos". 
 
Para terminar, ainda como mãe, peço por favor:
Façam circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só.

Pode algo feito pelo Homem ser melhor do que a Natureza?

 Talvez a música!

40 CONSELHOS

1.- Caminha de 10 a 30 min. todos os dias. Ao caminhar, sorri.

2.- Senta-te em silêncio pelo menos 10 min. por dia. Sozinho, se necessário.

3.- Ouve boa música todos os dias. É um autêntico alimento para o espírito.

4.- Ao levantar-te de manhã, diz o seguinte… A minha intenção hoje é______________.

5.- Vive com os 3 E's...Energia, entusiasmo e empatia.

6.- Brinca mais do que no ano passado.

7.- Lê mais livros que no ano passado.

8.- Olha para o céu uma vez por dia. Observa a majestosidade do mundo que te rodeia.

9.- Sonha mais enquanto estás acordado(a).

10.- Come mais alimentos que cresçam nas árvores e outras plantas e menos alimentos fabricados industrialmente ou à base de sofrimento.

11.- Come mirtilos e nozes. Toma chá verde, muita água e um copo de vinho por dia (brinca com ela por tudo de bom que há na tua vida e, sendo possível, na companhia de quem mais gostas ).

12.- Faz rir pelo menos 3 pessoas por dia.

13.- Elimina a desordem da tua casa, do carro e do escritório e deixa que uma energia nova atravesse a tua vida.

14.- Não gastes o teu precioso tempo em cismas, em coisas do passado, em pensamentos negativos ou coisas fora do teu controlo. Pelo contrário, usa a tua energia nas coisas positivas do presente.

15.- Pensa que a vida é uma escola e que estás aqui para aprender. Os problemas são lições que vão e vêm, e o que se aprende com eles é para toda a vida.

16.- Toma o pequeno-almoço como um rei, almoça como um príncipe e janta como um mendigo.

17.- Sorri e ri mais.

18.- Não deixes passar a oportunidade de abraçar a quem amas.

19.- A vida é demasiado curta para que a desperdicemos a odiar alguém.

20.- Não te tomes a ti mesmo tão
a sério. Ninguém mais o faz.

21.- Não tens de ganhar todas as discussões. Aceita que não estás de acordo e aprende com o outro(a).

22.- Põe-te em paz com o teu passado e assim não arruinarás o presente.

23.- Não compares a tua vida com a dos outros. Não conheces o caminho que eles percorreram.

24.- Ninguém está tão encarregue da tua felicidade como tu mesmo.

25.- Lembra-te que não tens o controlo de tudo o que te acontece mas sim do que fazes com isso.

26.- Aprende algo de novo em cada dia.

27.- O que os outros pensam não é da tua incumbência.

28.- Aprecia o teu corpo e desfruta-o.

29.- Não importa quão boa ou má esteja a situação, esta mudará.

30.- Não é o teu trabalho que se vai ocupar de ti quando estiveres doente. Serão os teus amigos. Mantém
contacto com eles.

31.- Deseja qualquer coisa que não seja útil, bonita ou divertida.

32.- A inveja é uma perda de tempo. Já tens tudo o que precisas.

33.- O melhor ainda está para vir.

34.- Não importa como te sentes. Levanta-te, veste-te e assiste.

35.- Faz sexo com toda a plenitude do teu ser.

36.- Liga aos teus familiares com frequência e manda-lhes mensagens a dizer: Olá, pensei em ti!

37.- Em cada noite, antes de adormecer, diz o seguinte:
Agradeço por ___________________.
Hoje consegui _____________________.

38.- Lembra-te que nunca estás demasiado cansado para agradecer.

39.- Desfruta da viagem que é a vida. Só tens uma oportunidade, por isso, tira o maior proveito.

40.- Por favor envia esta mensagem a quem mais gostas.

A VIDA É BELA. DESFRUTA-A ENQUANTO PODES

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Carlos Castro e Renato Seabra - A (infeliz) história do ano


Desde o principio do ano que quase todas as noites somos bombardeados com a noticia -Renato-Carlos Castro- que abalou Portugal.
Confesso que de inicio fiquei chocada, como a grande maioria dos portugueses. Aliás, acho que ninguém terá ficado indiferente.
Desde que ouvi a noticia pela 1ª vez vivi vários sentimentos uns contraditórios, outros nem por isso...
Há coisas que me custam ler na internet principalmente quando se trata de julgamentos baseados na orientação sexual dos intervenientes. Assim como não entendo o racismo também não entendo a xenofobia. Pasmo quando leio opiniões emitidas por jovens que se têm  por inteligentes, esclarecidos e modernos.
Acho que o bom senso se está a perder, fazem-se juízos de valor baseados na intolerância e no desrespeito pela individualidade de cada um. 
É um facto que Carlos Castro era homossexual, nunca o escondeu e sempre o admitiu. A vida era dele, eram as opções dele e ninguém, por muito que custe a muita gente, tinha nada a ver com isso.
O Renato, tal como toda a gente neste país, sabia que o CC era gay. Ou as coisas não foram bem esclarecidas de inicio ou há ainda muita coisa por se saber.
Compreendo que por vezes, em situações de conflito, é fácil nos "passarmos da cabeça" e cometermos loucuras que noutras situações abominaríamos. Compreendo que em situações de stress podemos cometer atrocidades para connosco próprios e para com terceiros mas o factor stress ou loucura passageira não é desculpa para um crime desta dimensão e desculpem-me lá aqueles que acham que os homossexuais deveriam morrer todos. Eu discordo em absoluto! 
Acho que naquele quarto algo de muito sério se passou para ter tido aquele desfecho mas a história de que o Renato estava cativo do CC não cola, não acredito! Um rapaz daquela altura, desportista apenas com um safanão dava a volta à coisa. Se não tinha dinheiro pedia emprestado, ia à policia, pedia que lhe enviassem por Western Union, não era necessário ter feito o que fez!
Neste momento, tenho pena por ele. Vi umas imagens sobre a possível prisão onde irá parar e são antros de violência pura onde só alguns conseguem resistir. Os gays que se encontram presos, permanecem nas celas 23h por dia para evitar confrontos com os demais. 23h!!! Como é possível alguém aguentar-se uma vida completamente só 23h por dia??? 


Portugueses

Um amigo meu comprou um frigorífico novo e, para se livrar do velho, colocou-o em frente do prédio, no passeio, com o aviso: "Grátis e a funcionar. Se quiser, pode levar".

O frigorífico ficou três dias no passeio, sem receber um olhar dos passantes. Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom de mais para ser verdade e mudou o aviso: "Frigorífico à venda por 50,00"

No dia seguinte, tinha sido roubado! 

Cuidado! Este tipo de gente vota!

______________________________

Ao visitar uma casa para alugar, o meu irmão perguntou à agente imobiliária para que lado era o Norte, porque não queria que o sol o acordasse todas as manhãs.

A agente perguntou: "O sol nasce no Norte?"

Quando o meu irmão lhe explicou que o sol nasce a Nascente (aliás, daí o nome) e que há muito tempo que isso acontece, ela disse: "Eu não estou actualizada a respeito destes assuntos".

Ela também vota!

____________________________________________

Trabalhei uns anos num centro de atendimento a clientes em Ponta Delgada - Açores. Um dia, recebi um telefonema de um sujeito que perguntou em que horário o centro de atendimento estava aberto. Eu respondi: "O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana."

Ele então perguntou: "Pelo horário de Lisboa ou pelo horário de Ponta Delgada?"

Para acabar logo com o assunto, respondi: "Horário do Brasil."

Ele vota!

_______________________________________

Um colega e eu estávamos a almoçar no self-service da empresa, quando ouvimos uma das assistentes administrativas falar a respeito das queimaduras de sol com que tinha ficado, por ter ido de carro para o litoral. 

Estava num descapotável, por isso, "não pensou que ficasse queimada, pois o carro estava em movimento."

Ela também vota!

_____________________________________

A minha cunhada tem uma ferramenta salva-vidas no carro, para cortar o cinto de segurança, no caso de ficar presa nele. Mas guarda a ferramenta no porta-bagagens !

A minha cunhada também vota!

_____________________________________

Uns amigos e eu fomos comprar cerveja para uma festa e notámos que as grades tinham desconto de 10%. Como era uma festa grande, comprámos 2 grades.

O caixa multiplicou 10% por 2 e fez um desconto de 20% ...

Ele também vota!

_______________________________________

Saí com um amigo e vimos uma rapariga com uma argola no nariz, ligada a um brinco por meio de uma corrente. O meu amigo disse: "Será que a corrente não dá um puxão no nariz, cada vez que ela vira a cabeça?"

Expliquei-lhe que o nariz e a orelha de uma pessoa permanecem à mesma distância, independentemente da pessoa virar a cabeça ou não.

O meu amigo também vota! 

________________________________________

Ao chegar de avião, as minhas malas nunca mais apareciam na área de recolha da bagagem. Fui então ao sector da bagagem extraviada e disse à funcionária que as minhas malas não tinham aparecido.

Ela sorriu e disse-me para não me preocupar, porque ela era uma profissional treinada e eu estava em boas mãos. "Agora diga-me uma coisa, perguntou ... o seu avião já chegou?"

Ela também vota!
_______________________________________

Numa pizzaria, quando estava à espera de ser atendido, vi um homem a pedir uma pizza para levar para casa. Estava sozinho, e o empregado perguntou se ele preferia que a pizza fosse cortada em 4 pedaços ou em 6.

Ele pensou algum tempo, e respondeu: "Corte em 4 pedaços; acho que não estou com fome suficiente para comer 6  pedaços."

Isso mesmo, ele também vota!
___________________________________


Agora já sabes QUEM elege os políticos !

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Anos 60, 70 e 80

Pensa numa coisa: Em que anos foi a tua infância? Foi durante os anos 60, 70??? ... Como é  sobreviveste? 
Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem air-bag!!
Afinal de contas...
Íamos à solta no banco de trás fazendo a festança!
E isso não era perigoso!
As camas tinham grades e os brinquedos eram coloridos com pecinhas que se soltavam ou no mínimo pintados com umas tintas “duvidosas“ contendo chumbo ou outro veneno qualquer.
Não havia trancas de segurança nas portas dos carros, chaves nos armários de medicamentos, detergentes ou químicos domésticos.
Andávamos de bicicleta para lá e pra cá, sem capacete , joelheiras, caneleiras e cotuveleiras...
Bebíamos água da torneira, de uma mangueira, ou de uma fonte e não águas minerais em garrafas ditas ¨esterilizadas¨.
Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolamentos e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada, podiam tentar bater records de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham economizado a sola dos sapatos, que eram usados como travões...E estavam descalços...
Depois de alguns acidentes... Todos os problemas estavam resolvidos!
Iamos brincar na rua com uma única condição: voltar para casa ao anoitecer. Não havia telemóveis... E os nossos pais não sabiam onde estávamos! Era incrível!
Tínhamos aulas só de manhã, e íamos almoçar em casa.
Quando tínhamos piolhos usávamos um produto que cheirava mal e éramos catados pela mãe ou então rapavam-nos o cabelo.
Braços engessados, dentes partidos, joelhos esfolados, cabeça partida.
Alguém se queixava disso?
Todos tinham razão, menos nós ...
Comíamos doces à vontade, pão com manteiga, bebidas com o (perigoso) açúcar. Não se falava de obesidade,
Brincávamos sempre na rua e éramos super activos ...
Dividíamos com nossos amigos um gelado de gelo comprado na venda da esquina ou dividiamos uma laranjina gole a gole e nunca ninguém morreu por isso ....
Nada de Playstations, Nintendo 64, X boxes, jogos de Vídeo ,
Internet por satélite,
Video cassete e DVD
Dolby surround,
Telemovel com câmara
Computador
Chats na Internet
Só amigos .
E os nossos amigos de quatro patas? Nada de rações. Comiam a mesma comida que nós (muitas vezes os restos), e sem problema algum! Banho quente? Champô?
Nada disso! No quintal, um segurava o cão e o outro com a mangueira (fria) ia jogando água e esfregando-o com (acreditem se quiserem) sabão (em barra) de lavar roupa!
Algum cão morreu ou adoeceu por causa disso? 
A pé ou de bicicleta, íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a quilómetros de nossa casa, entrávamos sem bater e íamos brincar.
É verdade! Lá fora, nesse mundo cinzento e sem segurança! Como era possível? Jogávamos futebol na rua, e a baliza eram duas pedras, e mesmo que não fossemos escolhidos ... ninguém ficava frustrado e nem era o “FIM DO MUNDO“!
Na escola havia bons e maus alunos. Uns passavam e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a moda dos superdotados, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperatividade. Quem não passava, simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!
As nossas festas eram animadas por giradiscos com agulhas de diamantes deslizando sobre os discos de venil, luz negra e um delicioso lanche feito de groselha e maçã em cubinhos.
Tínhamos:
Liberdade,
Fracassos,
Sucessos e
Deveres.... e aprendíamos a lidar com cada um deles!
A única verdadeira questão é: como é que a gente conseguiu sobreviver? E acima de tudo, como conseguimos desenvolver a nossa personalidade?
Você também é dessa geração? 
Como éramos felizes!!!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Casei com um Massai - Corinne Hofmann

"Amei-o como nunca amei ninguém. 
Por ele dispus-me a viver uma verdadeira vida samburu. 
Com isso fiquei muitas vezes doente, mas continuei lá porque o amava. 
Muita coisa mudou desde que Napirai nasceu. 
Um dia ele disse-me que aquela criança não era filha dele. 
A partir daí o meu amor quebrou. 
Os dias passaram com altos e baixos e muitas vezes ele me tratou mal."


Li há algum tempo atrás este livro e, fiquei deslumbrada pelo relato sociológico que esta mulher faz da sociedade Massai, dos costumes, dos ritos e dos mitos, da cultura, do dia-a-dia.
Incrivel o que fazemos por amor!

E este???

Não é um amor?

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Dia dos namorados

Amor
o teu rosto à minha espera, o teu rosto
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.

as tuas mãos são finas e claras, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre as folhas da olaia.

entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.

hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.

José Luís Peixoto, in "A Casa, A Escuridão"